As vinte uma mil e quinhentas pessoas que
estiveram presentes no motódromo de Campo Grande, MS, para acompanhar a
antepenúltima etapa do Campeonato Mundial de Motocross neste fim de
semana (21 e 22 de agosto) finalmente puderam ver de perto no Brasil um
dos maiores fenômenos do esporte na atualidade: o italiano Antonio
Cairoli. O piloto foi o grande vencedor na categoria MX1 e conquistou
seu quarto título mundial no país.
Para sair do Brasil com o
campeonato, Cairoli contou com uma falha elétrica na moto de seu maior
rival, o belga Clement Desalle. Ele havia vencido a primeira bateria e
estava liderando a segunda até três voltas para o final, quando teve que
abandonar a prova.
Melhor para o italiano que aproveitou a
falha do rival e conquistou a vitória na bateria, na etapa e venceu o
título com antecedência. “Ano passado vim pra cá me recuperando de uma
contusão no joelho e não estava no auge das minhas condições. Este ano,
pude mostrar aos brasileiros o verdadeiro Cairoli”, comentou o piloto
italiano.
Em segundo lugar ficou o seu compatriota David
Philippaerts que também teve um fim de semana sensacional. Ele venceu a
primeira bateria de ponta a ponta e, na etapa final, conquistou a
segundo posição somando 47 pontos, o mesmo número de Cairoli. O alemão
Maximilian Nagl completou o pódio. Steve Ramon foi quarto colocado e o
português Rui Gonçalves terminou na quinta colocação.
Entre os
brasileiros, o melhor foi Jorge Balbi, da equipe 2B Duracell Racing, que
terminou na 11ª colocação e repetiu o feito do ano passado, quando já
havia sido o melhor no país. Apesar disso, o mineiro acredita que
poderia ter feito ainda melhor.
“Ano passado eu realmente
competi com os gringos e, este ano, não consegui fazer isso. Estou
voltando de contusão e não consegui manter um ritmo forte de prova mas,
mesmo assim, fui o melhor brasileiro. Agora tenho um mês para me
preparar para o Mundial das Nações e acredito que lá terei um desempenho
ainda melhor”, declarou o piloto.
MX2
Já na MX2, o título
continua em aberto. O alemão Ken Roczen teve um domingo perfeito,
venceu as duas baterias e diminuiu em seis pontos a diferença para o
francês Marvin Musquin, segundo colocado na etapa do Brasil.
Na
primeira bateria, Roczen liderou treze das dezessete voltas, mas teve
muito trabalho para conseguir a vitória. O alemão se mostrou muito
rápido durante o dia, assumiu a liderança da prova mas, na oitava volta,
errou e viu Marvin Musquin, seu principal rival, ultrapassá-lo.
Mas
Roczen mostrou que realmente queria deixar a luta pelo título viva e, na
décima volta, recuperou a ponta e a manteve até a bandeira
quadriculada. Na segunda bateria, o alemão assumiu a liderança quando
faltavam seis voltas para o final e conquistou sua segunda vitória no
dia.
O melhor brasileiro na bateria foi Pipo Castro, da equipe 2B
Duracell Racing, que terminou na 13ª colocação. Muito constante, o
catarinense terminou as provas em 13º e 14º lugares, no geral. Após a
corrida, ele fez um desabafo.
“Foi uma prova muito boa e eu
mostrei, com esse resultado, que estou apto a representar o Brasil no
Motocross das Nações. Ainda tenho um mês para me preparar para a prova e
espero chegar lá ainda melhor para representar o meu país da melhor
forma possível”.
Troféu Honda
Na última bateria do dia, o
Troféu Honda, o vencedor foi Endrews Armstrong, seguido de Anderson
Amaral e Leonardo Lizott. Anderson liderou boa parte da prova, mas um
erro fez com que o paulista fosse ultrapassado por Endrews, que vinha na
segunda colocação.
Após o erro do seu principal rival, o piloto
paranaense administrou a prova e conseguiu uma vitória tranqüila.
Anderson ainda conseguiu se recuperar da queda e terminou na segunda
posição. Leonardo Lizott foi o terceiro.
"Consegui fazer uma boa
largada. No final, o Anderson Amaral se aproximou, mas com a queda dele,
deu para abrir uma boa distância. Foi sensacional correr na pista do
Mundial. É uma experiência que eu espero repetir mais vezes e quem sabe
no ano que vem nas categorias principais", disse Endrews.
Pela
primeira vez em Campo Grande, MS, a etapa foi considerada um verdadeiro
sucesso pela organização do evento. A pista foi considerada por todos
os pilotos como uma das melhores do mundial e a estrutura também foi
muito elogiada por todos os presentes.
“A cada ano que passa, o
Brasil se firma mais e mais como uma etapa importante do Mundial de
Motocross. Pelo segundo ano consecutivo, recebemos muitos elogios dos
competidores e de todos os presentes e acreditamos muito que voltaremos a
receber uma etapa no ano que vem”, afirmou Federico Carli, diretor
executivo da Bracco Internacional.
O GP Brasil de Motocross
2010 tem o patrocínio do Governo do Estado do Mato Grosso do Sul, Honda,
Enersul, Banco Rural, Mormaii, Red Bull, Teka Group, Sidi, KTM,
Rebootizer, Cablelettra e Came do Brasil. Realização Bracco
Internacional e YouthStream. Supervisão CBM, Federação de Motociclismo
do Mato Grosso do Sul e Federação Internacional de Motociclismo.
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